Eu sou extremamente apegado à música, e o que me faz lembrar das pessoas são músicas que envolvem momentos específicos, ou até uma música que eu saiba que era a preferida de alguém em determinado momento da vida. Sempre que eu escuto aquela canção, eu lembro dessa pessoa.
Sempre que alguém fala que ouviu Pearl Jam e lembrou de mim, isso me causa uma imensa felicidade, pois é justamente pelo que eu mais gosto de ser lembrado.
A música é quem traduz tudo o que eu sinto e não sei dizer. Às vezes até sei, mas prefiro que a música diga por mim. A música também traduz, muitas vezes, como eu gostaria de me sentir — seja amado, seja protegido, seja triste. Sempre é a música.
Esse blog mesmo traz, desde o seu título principal, como o nome de todos os textos, músicas que carregavam ainda mais coisas do que apenas o que eu escrevi, ou que simplesmente me inspiraram a sentir o que escrevi.
E, pela primeira vez em muito tempo, eu não consigo achar nenhuma música que traga essa tradução de sentimento. Eu não me sinto triste, não me sinto alegre… me sinto vazio.
Internamente, eu sempre fui melancólico, e por fora da casca eu sempre tentei passar a energia da alegria, mesmo que com piadas sombrias. Mas, sozinho, sempre fui triste. Eu me acostumei com esse sentimento, e ele sempre soa repetitivo nas minhas escritas. Mas, ultimamente, eu tenho me sentido apenas vazio. Eu sempre pensei que preferia ficar em uma tristeza extrema do que sentir esse nada que estou sentindo agora.
O vazio, a indiferença, o nada, são os piores sentimentos para pessoas intensas — e eu sou alguém de sentimentos intensos. Eu quero sentir tudo de uma vez; não gosto de doses homeopáticas. Eu sempre gostei do caos. A calmaria me entedia, e eu me sinto ridiculamente entediado.
Vou tomar banho. Estou atrasado para o trabalho. Quem sabe mais tarde eu volto.
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