sábado, 9 de agosto de 2025

Balada do louco

Quem diz que ir aos lugares sozinho é uma libertação provavelmente nunca foi. Não faz ideia da sensação angustiante que dá ao ver pessoas ao redor se divertindo com seus companheiros e companheiras, seus amigos e amigas, enquanto do outro lado é só você e seus pensamentos.

A potencialização do sentimento de solidão é bizarra e amarga. Impossível deixar de pensar: "Será que vai ser sempre assim agora? Sozinho?"

Não dá para negar que a ideia de não depender de companhia para ir a um show, filme ou viagem é realmente muito boa.

Mas, para alguém como eu, introvertido, que não consegue conversar com estranhos, não dá para transformar isso em uma potencial experiência de conhecer pessoas. É só mais um atestado de que não tenho ninguém.

Tenho experimentado muitos shows, passeios e restaurantes sem companhia alguma, e, se eu pudesse escolher, sempre optaria por ter alguém para fazer as coisas comigo. Mas não tenho escolha. E, afinal, entre não fazer, não ver e deixar passar as oportunidades, é melhor fazer sozinho mesmo.

Escrevo isso enquanto aguardo Ney Matogrosso subir ao palco, com o sentimento de ser a única pessoa sem companhia para ver o espetáculo.

Odeio como minha mente me sabota.

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